Onde o horizonte não tem fim e a terra pulsa com a força de quem nunca deixou de acreditar.
Existe um lugar no coração do Brasil onde três mundos se encontram: a vastidão do Cerrado, a exuberância da Amazônia e a generosidade infinita do Pantanal. Esse lugar se chama Mato Grosso. E para quem nasceu aqui, não é apenas um estado. É uma forma de ver o mundo.
Com mais de 903 mil quilômetros quadrados, Mato Grosso é o terceiro maior estado do Brasil, tão vasto que caberia dentro dele a Espanha, Portugal e a Irlanda, com espaço de sobra. Mas números não contam a verdadeira história.
A história está nos ipês que pintam de rosa e amarelo as estradas de terra em agosto, nas manhãs silenciosas em que o rio Cuiabá reflete um céu que parece não ter pressa de amanhecer, nas noites estreladas do Pantanal onde o único som é o canto distante de um urutau.
Aqui, o agronegócio que alimenta o mundo convive lado a lado com reservas naturais intocadas. A modernidade de Cuiabá e Várzea Grande pulsa a poucas horas de estrada de comunidades ribeirinhas que preservam o mesmo modo de vida há gerações.

Mato Grosso, onde a produção agrícola e a floresta dividem o horizonte

Cuiabá, fundada em 1719, coração do continente
Antes dos bandeirantes, antes das minas de ouro, antes do próprio nome, já existiam aqui os Bororo, os Xavante, os Paresí, os Karajá. Nações inteiras que por milênios leram os sinais do rio e do vento, plantaram nas várzeas e celebraram a vida com cantos que ainda ecoam na memória desta terra.
O ouro trouxe o mundo para cá no século XVIII. Cuiabá nasceu do barro e da ambição, cresceu com a tenacidade de quem enfrentava meses de viagem fluvial perigosa para chegar ao coração do continente. E quando o ouro acabou, os que ficaram descobriram algo mais valioso: uma terra de fertilidade sem igual.
O mato-grossense de hoje carrega tudo isso. A sabedoria ancestral dos povos originários, a resiliência dos pioneiros, o sotaque cantado que mistura influências de todo o Brasil. Uma gente que aprendeu, pela própria geografia, que grandeza não se mede em centímetros. Se mede em horizontes.

Patrimônio Natural da Humanidade, UNESCO
O Pantanal não se apresenta. Ele se revela. Aos poucos. Na primeira manhã em que você acorda na fazenda e percebe que o silêncio tem textura. No momento em que um tuiuiú levanta voo diante dos seus olhos e você entende que nenhuma fotografia fará justiça àquele instante.
São mais de 150 mil quilômetros quadrados de vida concentrada, a maior planície alagável da Terra. Na cheia, as águas transformam tudo em espelho; na seca, os bichos se reúnem em torno das baías e oferecem ao visitante um espetáculo que rivalizaria com qualquer safári africano.
São mais de mil espécies de aves. Quatrocentas de peixes. Oitenta de mamíferos. Aqui vivem a onça-pintada, a ariranha, o cervo-do-pantanal, o jacaré que toma sol na margem enquanto o martim-pescador mergulha ao lado. Tudo em uma coexistência que desafia quem nunca viu.
O pantaneiro, vaqueiro por tradição, poeta por necessidade, aprendeu a ler as enchentes como quem lê o relógio. Sua pecuária centenária é uma das raras atividades econômicas do mundo que, em vez de destruir, ajudou a preservar o ecossistema que a sustenta. O boi e o jacaré dividem o mesmo campo. E está tudo bem assim.

“Quem viu um pôr do sol no Pantanal sabe que existem coisas que a palavra não alcança.”
A fauna de Mato Grosso é um inventário vivo da biodiversidade do planeta. Cada espécie ocupa seu lugar com a dignidade de quem chegou primeiro.

Onça-Pintada
O maior felino das Américas. No Pantanal, a maior concentração do mundo

Arara-Azul
O maior psitacídeo do mundo, símbolo vivo de Mato Grosso

Tuiuiú
Ave-símbolo do Pantanal, envergadura de quase 3 metros

Jacaré-do-Pantanal
Senhor paciente das margens. Estima-se 10 milhões no Pantanal

Tucano-Toco
Bico de fogo e olhar curioso, a ave mais fotogênica do Cerrado

Capivara
O maior roedor do mundo, pacífica e sociável nas margens dos rios

Ariranha
A onça das águas, caçadora feroz que enfrenta até jacarés

Olhar da Onça
Os olhos de quem aprendeu a reinar sem precisar de coroa
A flora de Mato Grosso não se contenta em existir. Ela se exibe. Dos ipês que incendeiam a paisagem às vitórias-régias que flutuam como pequenos milagres.

Ipê Rosa e Cervo-do-Pantanal
Quando o ipê floresce em agosto, o Pantanal se veste de rosa, e o cervo caminha entre as pétalas como quem sabe que está em casa.

Vitória-Régia
Folhas que sustentam o peso de uma criança e flores que se abrem apenas uma vez. A natureza mostrando que a beleza não precisa de pressa.

Ipê em Flor
Os mato-grossenses sabem: quando o ipê floresce, o inverno está de partida. É a árvore que se despe das folhas para se vestir de cor, e transforma qualquer estrada de terra em passarela.

Véu de Noiva, 86 metros de queda livre entre paredões de arenito

Mirante, onde o Cerrado se abre em um anfiteatro de pedra vermelha
A 65 quilômetros de Cuiabá, a Chapada dos Guimarães é o que acontece quando a geologia resolve fazer arte. Paredões de arenito vermelho esculpidos por milhões de anos, cachoeiras que despencam em anfiteatros naturais, e um silêncio tão absoluto que você ouve o próprio pensamento.
O Véu de Noiva é o cartão-postal, mas a Chapada é muito mais. São cavernas com pinturas rupestres de 4 mil anos, mirantes que revelam o vale do Rio Claro se perdendo no horizonte, e formações rochosas que lembram cidades de outro planeta.
Considerada por muitos o centro geodésico da América do Sul, a Chapada ocupa um lugar especial no imaginário mato-grossense. É para onde se vai quando se quer lembrar que existe algo maior. Quando o pôr do sol pinta os paredões de laranja e ouro, até quem não acredita em nada sente vontade de agradecer.
O Parque Nacional, criado em 1989, protege o cerrado de altitude, matas ciliares e campos rupestres, um ecossistema tão frágil quanto espetacular, onde a arara-vermelha faz ninho nos paredões e o lobo-guará cruza as trilhas ao entardecer.

As araras fazem dos paredões da Chapada seus apartamentos, e não pagam aluguel.

Parque Mãe Bonifácia, Cuiabá
A EJC Advocacia nasceu em Cuiabá, no coração de Mato Grosso. Não por acaso, mas por convicção. Porque acreditamos que advocacia de verdade se faz onde se conhece o chão que se pisa, o rio que se bebe e a gente que se serve.
Servir os mato-grossenses com excelência jurídica não é apenas uma missão profissional, é um compromisso com a terra que nos formou. Cada caso que defendemos, cada direito que resguardamos, é um tijolo a mais na construção do estado que queremos para os nossos filhos.
Esta página é a nossa homenagem. Ao Pantanal que nos ensina paciência. Ao Cerrado que nos ensina resistência. À Chapada que nos ensina perspectiva. E ao povo mato-grossense, que nos ensina, todos os dias, que a palavra empenhada ainda vale.
“Quem conhece Mato Grosso sabe: aqui o aperto de mão ainda vale mais que contrato.”
Imagens: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0), fotógrafos Giles Laurent, Thomas Fuhrmann, Charles J. Sharp, entre outros. Imagens adicionais via Unsplash License. Vídeo: Pexels (MELQUIZEDEQUE ALMEIDA) e Wikimedia Commons. Esta página é uma homenagem ao estado de Mato Grosso e não possui fins comerciais.